Em miúdos, em casa da nossa avó Maria, entre o lume da lareira que curava as linguiças no fumeiro e a boca do forno que nos castigava com o cheiro de pão quase a sair, contavam-nos os mais velhos que, em tempos se saia cedo para o campo e que, em dia de se fazer pão, nosso avô confortava a alma dos homens da nossa casa agrícola, carregando uns tantos pães com um pouco de linguiça, torresmos ou até uma sardinha e um tanto do nosso vinho tinto.
Era esse o elixir que os mantinham unidos e inquebráveis, são esses alguns dos pecados dos nossos avós, que muitos de nós não abrem mão e que aqui os deixamos para degustarem.